Categoria: Gen Z

  • A melhor demanda Imobiliária da história é sempre agora.

    A melhor demanda Imobiliária da história é sempre agora.

    O mercado imobiliário brasileiro vive, em 2026, um momento de demanda histórica, marcado por consumidores mais exigentes e decisões cada vez mais orientadas por expectativa.

    Por Marcus Araujo

    Ao longo dos meus 32 anos dedicados à pesquisa de mercado no setor imobiliário, aprendi uma lição fundamental que se tornou o pilar da DataStore: o mercado imobiliário não é movido por tijolos, cimento ou taxas de juros isoladas. Ele é movido por expectativa. É um setor que vive do futuro, da promessa de uma vida melhor e da antecipação de desejos que o consumidor, muitas vezes, ainda nem verbalizou.

    Quando analisamos o cenário do segundo trimestre de 2026, observamos um dado que desafia o senso comum: mesmo sob juros elevados e um cenário geopolítico conturbado, a intenção de compra de imóveis no Brasil para os próximos 24 meses atingiu 30,49%. Isso representa mais de 12,7 milhões de famílias com recursos próprios prontas para realizar o sonho da casa própria ou do upgrade. A demanda não desapareceu; ela apenas se tornou mais exigente e seletiva.

    A Mudança de Paradigma: Do Século XX ao Século XXI

    Para entender o momento atual, precisamos olhar para a história. O século XX, com um saldo demográfico explosivo de 4,4 bilhões de pessoas, foi marcado pela necessidade de “morar em qualquer lugar”. A escassez de financiamento e a hiperinflação forçaram famílias a se amontoarem, aceitando condições precárias. Era a era da sobrevivência habitacional.

    O século XXI, contudo, é diferente. Com uma projeção de saldo demográfico muito menor (2,8 bilhões), entramos na era do “morar melhor”. O consumidor de hoje não busca apenas um teto; ele busca identidade, liquidez e inteligência financeira. Ele quer um produto que converse com seus hobbies, que integre tecnologia, que acolha seu pet e que facilite sua rotina através da robótica e da economia dos aplicativos. O “morar bem” tornou-se um desejo planetário, independentemente de espectros políticos ou crises econômicas passageiras.

    O Risco de Lançar no “Eu Acho”

    O maior erro que um incorporador pode cometer hoje é basear seus lançamentos no “eu acho”. Olhar para o que o concorrente fez três meses atrás é olhar para o passado. Em um mercado onde as expectativas mudam rapidamente — o que chamo de “síndrome do pensamento acelerado” aplicada ao consumo —, o produto que não nasce levemente deslocado para o futuro já nasce ultrapassado.

    A taxa Selic elevada atua como um filtro: ela reprime a urgência de compra (a decisão em 12 meses), mas não anula o desejo. O cliente adia a tomada de decisão, acumulando intenção para os próximos 24 meses. Para o incorporador, isso significa que o risco não é lançar em um cenário difícil, mas lançar sem compreender o perfil real dessa demanda. É preciso dimensionar: quantas famílias existem? Quantas podem pagar? Em quanto tempo pretendem comprar?

    A Estratégia do Sucesso

    O mercado imobiliário brasileiro é resiliente. Desde 2010, vimos anos maravilhosos, anos péssimos e, na maior parte do tempo, anos “normais” — caracterizados por pressão de juros e inflação. Em todos esses cenários, os projetos que venceram foram aqueles que entregaram diferenciais claros.

    Se você está no alto padrão, o cliente tem o poder de compra, mas exige um storytelling impecável e uma entrega única. Se você está na classe média ou no Minha Casa, Minha Vida, a eficiência e a adequação do produto ao orçamento são vitais. Em todos os casos, a transparência dos dados é a sua maior aliada. Expor os conceitos de aprovação da localização e o potencial de valorização dá ao investidor e ao cliente final a segurança necessária para fechar negócio.

    Conclusão: O Futuro é Agora

    Não espere o cenário perfeito para lançar. O cenário perfeito é uma ilusão. O que existe é o cenário possível, e ele é extremamente favorável para quem tem dados na mão. A demanda está aí, pulsante, esperando o empreendimento que combine tamanho, infraestrutura e, acima de tudo, uma narrativa que faça sentido para a vida do comprador.

    O século XXI é o século da escolha. O consumidor tem o poder de exigir qualidade, e cabe a nós, incorporadores, transformar essa expectativa em realidade. Vamos continuar pesquisando, inovando e, principalmente, olhando para frente. Afinal, no setor imobiliário, quem olha para o passado corre o risco de ficar parado no tempo. O futuro é o nosso único lugar de trabalho.

  • A Era dos Condomínios: mais do que moradia, um novo jeito de viver dos brasileiros

    A Era dos Condomínios: mais do que moradia, um novo jeito de viver dos brasileiros

    Meus amigos,

    Se existe uma coisa que a gente não pode negar, é que o século XXI se tornou, sem sombra de dúvidas, o século do condomínio.

    Não importa se falamos de torres imponentes nas grandes cidades ou de casas charmosas em condomínios horizontais. A verdade é que cada vez mais brasileiros estão escolhendo viver nesse formato.

    E isso não acontece por acaso.

    É uma tendência forte, visível a olho nu, que reflete mudanças profundas em nossa sociedade.

    Uma transformação que aconteceu diante dos nossos olhos

    Pensem comigo.

    Há 30 anos, quando comecei minhas pesquisas de demanda imobiliária em todo o Brasil, a gente via outra realidade. Os bairros das cidades ainda eram muito demandados.

    Muitos consumidores até resistiam à ideia dos condomínios, pois consideravam suas taxas condominiais altas.

    Hoje, a demanda é tão grande que as pessoas não reclamam mais do preço.

    Esse é um sinal claro da valorização da ideia de morar em condomínio, principalmente pelo fator segurança.

    Não há excesso de oferta.

    É o mercado respondendo a uma necessidade crescente.

    As famílias brasileiras estão mudando

    Mas por que essa transformação é tão significativa?

    A resposta está em nossas casas e em nossas famílias.

    O IBGE nos mostra um dado impressionante: na virada do século, tínhamos uma média de 3,8 pessoas por domicílio.

    Hoje, esse número caiu para 2,8.

    E a projeção é que, antes de 2040, cheguemos a menos de duas pessoas por casa.

    Isso significa mais gente morando sozinha, mais casais sem filhos ou com apenas um filho e até mesmo pets ocupando o lugar dos filhos.

    Essas famílias menores são o futuro do mercado imobiliário e, consequentemente, o futuro dos condomínios.

    As novas gerações procuram algo diferente

    Com essa nova configuração familiar, surgem também novas expectativas.

    Aquela ideia de um condomínio com um gramado imenso, que representava o sonho da Geração X, já não é mais suficiente.

    As novas gerações, especialmente a Geração Y, que hoje está comprando imóveis, buscam algo diferente.

    Elas querem contato com a natureza.

    Querem projetos paisagísticos assinados.

    Querem vegetação que ofereça sombra e frescor.

    Querem áreas de preservação ambiental.

    Querem que seus filhos tenham a oportunidade de interagir com a vida silvestre, com abelhas e beija-flores, em vez de permanecerem presos ao celular.

    É uma busca por qualidade de vida e por um ambiente que promova bem-estar e conexão com o natural.

    O desafio do isolamento social

    No entanto, essa era dos condomínios também traz um desafio que precisamos encarar de frente: o isolamento social.

    Com menos gente dentro de casa e a tecnologia nos mantendo conectados, mas muitas vezes sozinhos, existe o risco de que as pessoas se fechem em seus apartamentos ou casas e mal conheçam seus vizinhos.

    A maior necessidade para o futuro dos condomínios, portanto, é promover a integração social.

    É preciso criar espaços e oportunidades para que as pessoas se encontrem, conversem e construam laços.

    O condomínio se tornou um universo central em nossas vidas

    A pandemia acelerou e consolidou uma tendência: passamos mais tempo em casa.

    Hoje, dedicamos cerca de 57% de nossa vida ao lar.

    Para quem trabalha em home office, esse número pode chegar a 60%.

    Isso significa que o condomínio se tornou um universo ainda mais central em nossas vidas.

    É onde as coisas acontecem.

    É onde a vida se desenrola.

    Diferentes gerações convivendo no mesmo espaço

    Olhando para o futuro, as projeções demográficas, como as publicadas na revista The Lancet, indicam que o Brasil terá uma população menor em 2100.

    Fenômenos como o que já acontece no Japão, com a perda anual de um milhão de pessoas, chegarão aqui na segunda metade deste século.

    Além disso, vivemos mais.

    Isso significa que temos mais gerações convivendo ao mesmo tempo.

    São oito gerações vivas hoje, cada uma com sua própria forma de ver o mundo e morando em um mesmo condomínio.

    O condomínio do futuro precisa promover encontros

    Diante de tudo isso, o condomínio do futuro não pode ser apenas um conjunto de muros e casas ou apartamentos.

    Ele precisa ser um catalisador de vida.

    Um promotor de encontros.

    Um espaço que integre as pessoas e respeite as diferentes necessidades de cada geração.

    É preciso pensar em soluções que combatam o isolamento, incentivem a convivência e ofereçam um ambiente rico em natureza e bem-estar.

    A valorização do mercado imobiliário em regiões com altas taxas de crescimento mostra que a demanda por esse tipo de moradia é real e pujante.

    Mas essa demanda não é apenas por tijolo e cimento.

    É por um estilo de vida.

    É por segurança.

    É por conveniência.

    E, acima de tudo, é por comunidade.

    Um novo capítulo na forma como vivemos

    Da próxima vez que você pensar em um condomínio, lembre-se: estamos falando de muito mais do que um lugar para morar.

    Estamos falando de um novo capítulo na forma como vivemos, nos relacionamos e construímos nosso futuro.

    E o grande desafio é garantir que esse futuro seja de conexão, e não de isolamento.

  • Futuro das moradias: como conversar com as crianças sobre imóveis

    Futuro das moradias: como conversar com as crianças sobre imóveis

    Queridos pais e mães,

    Quem aqui já parou para pensar que a vida dos nossos filhos, desde o primeiro dia, é uma constante viagem entre construções?

    Prestem bem atenção!

    Eu sou Marcus Araujo, escritor, e venho conversar com vocês sobre um tema que, muitas vezes, passa despercebido, mas é fundamental: como falar com as crianças sobre o mundo dos imóveis e o futuro das moradias.

    A vida inteira acontece entre construções

    Nós, adultos, vivemos entre uma construção e outra o dia inteiro, a vida inteira, certo?

    A casa ou o apartamento onde acordamos, a escola onde as crianças aprendem, o restaurante onde comemos e o hospital ao qual recorremos quando precisamos de cuidados. Tudo isso é um “imóvel”.

    É uma palavra diferente para as crianças, eu sei. Mas é a realidade que nos cerca.

    A escola é a casa de quem gosta de aprender. O estádio é a casa dos esportes. E a nossa casa, ah, essa é a casa de quem ama a família!

    Que tal começar a conversa com seus filhos explicando que cada lugar possui um propósito e é uma “casa” para algo ou alguém?

    Perguntem a eles:

    “Qual é a casa do médico?”

    “E a casa dos livros?”

    Como explicar o crescimento do planeta às crianças?

    Agora, vamos para um ponto crucial: o crescimento da nossa grande casa, o planeta Terra.

    Hoje, somos mais de 8 bilhões e 200 milhões de pessoas. E esse número, gente, não para de crescer!

    Em 2050, seremos 9 bilhões.

    A Terra, a nossa maior casa, não aumenta de tamanho. Mas a quantidade de gente, sim.

    Isso significa que todo mundo precisa de um lugar para morar, um endereço e um quarto para acordar.

    Como explicar isso aos pequenos?

    É simples.

    Quando vocês estiverem passeando pela cidade e virem aqueles prédios subindo, aquelas construções novas, destaquem as obras na paisagem e conversem com eles.

    Expliquem que esses prédios estão sendo feitos para as pessoas que estão chegando, para que ninguém precise nascer sem um lar.

    O Brasil tem cerca de 7.000 nascimentos por dia.

    Não é legal pensar que estamos construindo o futuro para quem está chegando?

    A história das moradias também desperta curiosidade

    A história das moradias é fascinante!

    Nossos antepassados de 10.000 anos atrás moravam em cabanas. Depois, aprenderam a construir casas em cidades com muros para se proteger.

    Hoje, temos apartamentos modernos.

    E, no futuro, quem sabe, teremos casas-cápsula no espaço, como mostra a joaninha Ziv do meu livro Meu Imóvel, Meu Mundinho!

    Incentivem a curiosidade de seus filhos sobre como as casas mudaram ao longo do tempo e como poderão ser no futuro.

    Perguntem:

    “Como você imagina a sua casa em 2050?”

    Uma casa não é apenas um teto

    É fundamental que as crianças entendam que uma casa não é apenas um teto.

    É um lugar cheio de vida e de pessoas que se amam.

    Uma construção só é “legal” quando existem pessoas dentro dela, usando o espaço e vivendo nele.

    Conversem com seus filhos sobre a importância de cuidar do lar e de valorizar o espaço que possuem.

    Conversar sobre imóveis é conversar sobre pessoas

    Pais e mães, vocês têm a oportunidade de despertar em seus filhos uma consciência sobre o mundo que os cerca, sobre a importância do lar e sobre o futuro das nossas cidades.

    Façam perguntas.

    Ouçam as respostas.

    Mostrem a eles que o mundo dos imóveis é muito mais do que tijolos e cimento.

    É sobre pessoas, famílias e o lugar de cada um no planeta.

    O Brasil tem cerca de 72 milhões de famílias, segundo o IBGE de 2022. E todas elas merecem um lugar para morar.

    É uma conversa inteligente que vocês podem ter com seus filhos e filhas.

    Talvez nem vocês saibam todas as respostas. Mas o mais importante é despertar a curiosidade.

    Certo?

    Conto com todos vocês!

  • A Tese do Vazio: o crescimento do mercado imobiliário do interior

    A Tese do Vazio: o crescimento do mercado imobiliário do interior

    Prezados profissionais e entusiastas do mercado imobiliário,

    É com grande satisfação que compartilho uma tese que venho desenvolvendo e que, embasada em dados concretos e na própria história da humanidade, aponta para o sucesso crescente dos empreendimentos imobiliários localizados no interior.

    Não se trata de um discurso motivacional vazio, mas de uma análise profunda sobre o que impulsiona a demanda atual e futura.

    A busca pelo lugar mais bonito e mais vazio possível

    Minha tese central, que chamo de Tese do Vazio, remonta à nossa ancestralidade.

    Se observarmos a jornada do Homo sapiens desde o nordeste da África, há 250 mil anos, passando pela Europa e pela Ásia, até chegarmos à América do Sul há meros 14 mil anos, um padrão se revela: a busca incessante por um lugar “mais bonito e mais vazio” para se estabelecer.

    A América do Sul, o último grande refúgio, representa o pedaço de terra mais recente a ser ocupado.

    Essa busca por espaços menos densos e mais conectados à natureza é um impulso intrínseco à nossa espécie. E ela está ressurgindo com força total em nosso tempo.

    O crescimento do mercado imobiliário do interior

    Essa busca ancestral se manifesta claramente nos dados demográficos atuais do IBGE.

    Enquanto a taxa geométrica anual de crescimento populacional do Brasil está em seu ponto mais baixo histórico, com uma média nacional de 0,52% ao ano, a distribuição é drasticamente desigual.

    Grandes capitais como São Paulo, com 0,14%; Rio de Janeiro, com -0,03%; Porto Alegre, com -0,47%; e Salvador, com -0,84%, estão estagnando ou até encolhendo.

    Em contrapartida, cidades do interior, como Piracicaba, com 1,5%, e Ribeirão Preto, com 1,2%, apresentam taxas de crescimento muito superiores, dez a doze vezes maiores que a capital paulista.

    Esse movimento não é um êxodo forçado, mas uma migração consciente. Uma escolha por qualidade de vida.

    As pessoas estão, de fato, saindo das grandes metrópoles em busca do lugar mais bonito e mais vazio possível.

    A crise silenciosa da vida digital

    A imersão na vida digital, intensificada a partir de 2007 com o lançamento do iPhone, trouxe consigo uma crise silenciosa.

    Dados da Fiocruz sobre o aumento do suicídio infantil e da automutilação entre jovens são alarmantes.

    Pais e avós, na faixa dos 45 aos 65 anos, estão percebendo o custo dessa desconexão e buscam urgentemente resgatar o contato com a natureza para seus filhos e netos.

    O simples ato de observar formigas carregando folhas, que fazíamos nas décadas passadas, tornou-se um luxo.

    Um terreno no campo, em um empreendimento de qualidade, transcendeu o investimento financeiro. É uma “janela para a felicidade”, uma busca por saúde, bem-estar e experiências autênticas.

    O mercado imobiliário hoje é 101% movido por desejo e emoção. E é nisso que devemos focar.

    A tecnologia nos libertou da necessidade de permanecer em um único lugar

    A economia digital e a inteligência artificial nos libertaram da necessidade de permanecer em um único lugar.

    Profissionais podem atuar de qualquer lugar com as ferramentas certas, priorizando locais que ofereçam qualidade de vida e contato com a natureza.

    Essa flexibilidade impulsionou a demanda por refúgios no campo.

    Antes da pandemia, 8% da população brasileira com renda média a alta buscava isso. Hoje, esse número saltou para 17%, quase o dobro.

    O melhor vizinho do mundo deixou de ser o sobrenome famoso e passou a ser a natureza, as abelhas e a possibilidade de ver as constelações.

    Psicólogos e psiquiatras estão prescrevendo o contato com a natureza como terapia.

    Empreendimentos que oferecem essa reconexão são a resposta a uma demanda crescente.

    Uma nova fronteira para a habitação

    Como estatístico e observador atento do mercado imobiliário brasileiro, dedico minha carreira a analisar dados que revelam para onde a humanidade deseja ir.

    Ao longo da história, nossa espécie, o Homo sapiens, sempre se moveu com um propósito claro: encontrar o lugar mais bonito e menos denso possível para estabelecer suas raízes.

    Essa busca ancestral, que nos trouxe da África até a América do Sul, não cessou. Ela apenas mudou de forma.

    Hoje, vivemos um fenômeno científico, não um êxodo.

    Enquanto grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, enfrentam taxas de crescimento populacional próximas de zero ou negativas, o interior do Brasil floresce.

    Cidades como Ribeirão Preto crescem em ritmo acelerado, absorvendo famílias que buscam qualidade de vida.

    Não estamos falando de uma fuga desesperada, mas de uma escolha consciente por um estilo de vida que a selva de pedra já não consegue oferecer.

    A natureza como o ativo mais valioso do século XXI

    Se posso desenvolver meus negócios de qualquer lugar do mundo, por que permaneceria em um ambiente estressante e congestionado?

    A resposta é simples: não preciso.

    E é aqui que empreendimentos imobiliários no interior, integrados à natureza, tornam-se o ativo mais valioso do século XXI.

    A tecnologia, embora essencial, trouxe um custo alto para a saúde mental, especialmente para nossas crianças.

    O aumento nos índices de automutilação e a perda de conexão com o mundo real — o simples ato de observar formigas ou contemplar as estrelas — geraram uma urgência nos pais.

    Eles não estão comprando apenas um lote.

    Estão adquirindo uma janela para a felicidade. Um refúgio onde a natureza é a vizinha mais próxima.

    O mercado imobiliário atual é 101% movido por desejo e emoção.

    Quando apresentamos um projeto que atende a essa necessidade de resgate, o preço por metro quadrado torna-se secundário diante do valor existencial entregue.

    Conclusão: o interior é o futuro

    A Tese do Vazio nos ajuda a compreender uma transformação profunda no mercado imobiliário.

    As pessoas não buscam apenas metragem, localização ou retorno financeiro.

    Elas buscam qualidade de vida.

    Buscam saúde.

    Buscam silêncio.

    Buscam contato com a natureza.

    Buscam a possibilidade de oferecer aos filhos e aos netos experiências reais em um mundo cada vez mais digital.

    O crescimento do mercado imobiliário do interior não é apenas uma tendência comercial.

    É a manifestação contemporânea de um impulso antigo da humanidade: encontrar o lugar mais bonito e mais vazio possível para estabelecer suas raízes.

  • Apagão na demanda imobiliária nos próximos 30 anos?

    Apagão na demanda imobiliária nos próximos 30 anos?

    Apagão na demanda imobiliária nos próximos 30 anos?

    O que custa para a Geração Z deixar a sua incorporadora ou imobiliária de lado por não atender aos critérios deles? Este artigo analisa o risco de um apagão na demanda imobiliária e o impacto das novas gerações na forma de comprar e viver.

    O mito da superoferta de imóveis

    Muitas vezes ouvimos pessoas afirmando que há uma superoferta de imóveis no Brasil, o que poderia provocar uma queda nos preços. No entanto, o que realmente pode causar uma desaceleração nas vendas e uma eventual redução no valor dos imóveis é outro fenômeno — muito mais complexo: o apagão na demanda imobiliária.

    Antes de tudo, quem faz o mercado imobiliário acontecer — ou apenas se interessa pelo tema — precisa evitar a armadilha de acreditar que há prédios demais sendo construídos. Essa percepção não se sustenta nos números.

    O Brasil tem cerca de 72 milhões de famílias. Destas, aproximadamente 42 milhões possuem renda familiar a partir de dois salários mínimos e têm potencial para adquirir imóveis — desde unidades do programa Minha Casa Minha Vida até coberturas de alto padrão. Dentro desse universo, 29,91% demonstram intenção de compra nos próximos 24 meses, somando um contingente de 12,5 milhões de famílias com demanda ativa (Fonte: Datastore, 2º TRI-25).

    Além disso, o país entrega cerca de 400 mil imóveis novos por ano no segmento AB. Isso representa apenas 0,55% do total de famílias. Portanto, não há qualquer chance de uma “superoferta” derrubar os preços — salvo raríssimas exceções.

    Oferta e demanda continuam em equilíbrio

    Em resumo, o Brasil está longe de produzir imóveis em excesso. Como resultado, os preços devem continuar subindo pelos próximos 15 anos. Afinal, a lei da oferta e da demanda, apresentada por Adam Smith em A Riqueza das Nações (1776), permanece válida até hoje.

    Entretanto, há um novo fator que merece atenção: o comportamento da Geração Z. E é justamente aí que reside o risco real de um apagão na demanda imobiliária.

    O novo desafio: entender a Geração Z

    Essa geração — nascida entre 1995 e 2009 — já é adulta, influente e economicamente ativa. Apesar de parte ainda estar terminando a faculdade, boa parte desse grupo já trabalha, investe e decide onde quer morar. No entanto, muitas empresas do setor ainda tratam a Geração Z como um público adolescente.

    Os “Zs” de 1995 a 2001 têm entre 22 e 30 anos. Eles mudaram o corpo, a mentalidade, os relacionamentos e, principalmente, a forma de consumir moradia. Essa transformação é silenciosa, mas profunda, e está redesenhando o mercado imobiliário brasileiro.

    O perigo da desconexão geracional

    O verdadeiro problema está na desconexão. A maioria dos líderes, incorporadores e corretores nasceu antes de 1990 e ainda pensa com a mentalidade do século XX. Muitos resistem em se atualizar e, por isso, correm o risco de ver seus empreendimentos com cada vez menos procura.

    Mais do que bons projetos, o mercado precisa de alinhamento geracional: novas linguagens, estética moderna, comunicação digital e experiências personalizadas. Hoje estamos mais próximos de 2050 do que de 2000. Quem insistir em modelos antigos de venda corre o risco de ficar para trás.

    Para se ter uma ideia, a Geração Z já influencia mercados inteiros — da moda à tecnologia, passando por bebidas e moradia. O custo para eles “deixarem sua incorporadora de lado”? Nenhum. Basta um clique.

    Como evitar o apagão na demanda imobiliária

    • 1. Livre-se dos preconceitos. Encare a Geração Z como parceira de evolução, não como desafio.
    • 2. Entenda seus hábitos. Muitos começam alugando ou investindo em studios — a porta de entrada para compras futuras.
    • 3. Foque nos studios. Eles representam cerca de 50% da preferência dos jovens compradores (Fonte: Datastore, 2024).
    • 4. Atualize sua empresa. Tenha cerca de 20% dos colaboradores pertencentes a essa geração. Isso cria conexão real e insights valiosos.
    • 5. Reposicione sua comunicação. Entre 2026 e 2032, será essencial adaptar o design, o tom e a linguagem para dialogar com o público Z.
    • 6. Valorize sucessores jovens. Traga-os para dentro dos processos e aprenda com eles — essa troca é o futuro.
    • 7. Planeje a transição. Acompanhe conteúdos do Futurologista do Morar e implemente mudanças graduais.

    Em suma, o futuro do setor imobiliário dependerá da capacidade de conectar gerações e se adaptar rapidamente. Compreender a Geração Z é o primeiro passo para evitar o apagão na demanda imobiliária nas próximas décadas.

    Quer saber tudo sobre as novas demandas e tendências dos públicos imobiliários? Acompanhe o Futurologista do Morar e a Datastore nas redes sociais.

    Marcus Araujo é bacharel em estatística, escritor best-seller com quase 200 mil livros em circulação, pensador e futurologista do morar. Fundador da Datastore com 1 trilhão de reais em VGV imobiliário pesquisados entre 1994 e 2024. Nos últimos anos esteve em escolas com mais de 25.000 crianças de todo o Brasil conversando sobre moradia através de seus livros infantis.

  • A Geração Z e os Imóveis

    A Geração Z e os Imóveis

    A Geração Z e os Imóveis está transformando o modo como concebemos o lar e o comportamento de consumo. Composta por jovens nascidos entre meados dos anos 1990 e 2010, essa geração redefine padrões, valoriza o quarto como espaço multifuncional e influencia o design e a oferta de imóveis.

    O quarto como espelho da nova geração

    Essa geração tem redefinido não apenas os padrões de comportamento, mas também a forma como concebemos os espaços dentro das residências. Além disso, entre os sinais dessa transformação, a preferência por passar a maior parte do tempo no próprio quarto é marcante. Esse dado ajuda a entender A Geração Z e os Imóveis no contexto atual.

    O quarto, para a geração Z, é muito mais do que um local de descanso. Por isso, ele se tornou um espaço multifuncional, onde estudam, trabalham e vivem a homeofficerização da vida — tendência que transforma a maneira como usamos nossos lares. Com a conectividade constante, esses jovens encontram no quarto um refúgio personalizado que atende às demandas do dia a dia.

    O impacto da Geração Z no mercado imobiliário

    O comportamento da Geração Z incentiva mudanças na forma como os imóveis são projetados e comercializados. Por esse motivo, as análises da Datastore tornam-se referência para compreender essas transformações. A demanda por quartos adaptáveis e funcionais está em alta. Eles precisam acomodar escrivaninhas, cadeiras ergonômicas e espaço para equipamentos tecnológicos.

    Além disso, acústica e iluminação natural ganham importância na escolha de imóveis. O objetivo é apoiar produtividade, bem-estar e sustentabilidade. Esse movimento reforça como entendemos A Geração Z e os Imóveis no dia a dia dos projetos.

    Por outro lado, enquanto o quarto vira um epicentro de atividades, o tempo reduzido em áreas comuns afeta a convivência familiar. A tendência de isolamento levanta preocupações sobre a qualidade das interações entre pais e filhos. Ao mesmo tempo, convida as famílias a criarem momentos de conexão dentro de casa.

    Imobiliárias e construtoras já observam essas preferências. Atualmente, projetos recentes incluem layouts personalizáveis e sistemas inteligentes para controlar temperatura, iluminação e segurança. O objetivo é oferecer flexibilidade, conforto e identidade — uma evolução natural quando pensamos em A Geração Z e os Imóveis.

    Hábitos, produtos e a vida em espaços compactos

    Um dado chama atenção: 87% dos jovens da geração Z passam a maior parte do tempo em casa nos seus quartos. Esse comportamento reflete a busca por privacidade, individualidade e conexão digital. Em média, gastam cerca de 6 horas por dia online. Assim, o quarto se torna um ambiente de trabalho, estudo, lazer e interação virtual.

    A série Adolescência, disponível na Netflix, dialoga com esse cenário. Por exemplo, a trama aborda saúde mental, relações familiares e os riscos das redes sociais. O tema se aproxima do debate sobre como os quartos concentram atividades e emoções no cotidiano jovem.

    Quase metade da geração Z (45%) não tem planos de ter filhos no futuro. Muitos possuem pets (61%). Veja também Os Pets e as Nossas Casas. Consequentemente, a presença dos animais amplia necessidades de projeto. É comum incluir espaços e rotinas que integrem os pets ao dia a dia do imóvel.

    Quanto ao futuro da moradia, 29% pretendem morar sozinhos nos próximos 10 anos. Outros 61% desejam morar com um parceiro(a). Entretanto, o crescimento dos “solteiros convictos” indica estilos de vida mais individuais. Esse comportamento impacta tipologias e serviços do produto imobiliário.

    A satisfação atual é alta (88%). Ainda assim, os planos futuros apontam para imóveis compactos e funcionais. No Brasil, 49% consideram estúdios entre 15 e 35 m². E 96% preferem imóveis entre 50 e 85 m². Esse movimento conecta-se ao debate sobre plantas inteligentes: veja O que é compacto e o que é compactação?

    As aspirações profissionais também pesam. Empreendedores (24%) e influenciadores digitais (18%) buscam espaços para criação de conteúdo e trabalho independente. Desse modo, um ambiente dedicado faz diferença. É um diferencial competitivo no mercado quando pensamos em produtos voltados para A Geração Z e os Imóveis.

    Convivência, tecnologia e caminhos para o equilíbrio

    O quarto, antes restrito à privacidade e ao descanso, hoje é multifuncional. Assim, ele se tornou o centro das atividades diárias. É o lugar de estudar, se entreter, conversar com amigos e buscar refúgio emocional. Esse isolamento voluntário pode afetar a dinâmica familiar. Por isso, vale estimular interações de qualidade em áreas comuns.

    De um lado, a concentração de atividades no quarto reforça autonomia. De outro, reduz interações espontâneas na sala e na cozinha. Menos momentos compartilhados podem enfraquecer laços. Portanto, é essencial incentivar conversas e presença entre as pessoas da casa.

    Há oportunidades para reequilibrar a convivência. Por exemplo, ambientes acolhedores nas áreas comuns, atividades em família e conversas genuínas ajudam muito. O uso consciente da tecnologia também é aliado. Com isso, essas escolhas reduzem o isolamento e ampliam encontros significativos.

    O quarto, como epicentro das rotinas, influencia escolhas imobiliárias e relações interpessoais. Em resumo, a geração Z busca equilíbrio entre individualidade e funcionalidade. Isso transforma o mercado, cria desafios e abre oportunidades. A moradia do futuro é compacta, prática e adaptada à vida digital.

    Por fim, famílias e empresas podem repensar suas dinâmicas. O objetivo é equilibrar privacidade e independência com o valor das conexões. Dessa forma, adaptar-se a essas mudanças protege vínculos emocionais e prepara relações mais saudáveis no futuro.

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