Categoria: Sustentabilidade

  • A melhor demanda Imobiliária da história é sempre agora.

    A melhor demanda Imobiliária da história é sempre agora.

    O mercado imobiliário brasileiro vive, em 2026, um momento de demanda histórica, marcado por consumidores mais exigentes e decisões cada vez mais orientadas por expectativa.

    Por Marcus Araujo

    Ao longo dos meus 32 anos dedicados à pesquisa de mercado no setor imobiliário, aprendi uma lição fundamental que se tornou o pilar da DataStore: o mercado imobiliário não é movido por tijolos, cimento ou taxas de juros isoladas. Ele é movido por expectativa. É um setor que vive do futuro, da promessa de uma vida melhor e da antecipação de desejos que o consumidor, muitas vezes, ainda nem verbalizou.

    Quando analisamos o cenário do segundo trimestre de 2026, observamos um dado que desafia o senso comum: mesmo sob juros elevados e um cenário geopolítico conturbado, a intenção de compra de imóveis no Brasil para os próximos 24 meses atingiu 30,49%. Isso representa mais de 12,7 milhões de famílias com recursos próprios prontas para realizar o sonho da casa própria ou do upgrade. A demanda não desapareceu; ela apenas se tornou mais exigente e seletiva.

    A Mudança de Paradigma: Do Século XX ao Século XXI

    Para entender o momento atual, precisamos olhar para a história. O século XX, com um saldo demográfico explosivo de 4,4 bilhões de pessoas, foi marcado pela necessidade de “morar em qualquer lugar”. A escassez de financiamento e a hiperinflação forçaram famílias a se amontoarem, aceitando condições precárias. Era a era da sobrevivência habitacional.

    O século XXI, contudo, é diferente. Com uma projeção de saldo demográfico muito menor (2,8 bilhões), entramos na era do “morar melhor”. O consumidor de hoje não busca apenas um teto; ele busca identidade, liquidez e inteligência financeira. Ele quer um produto que converse com seus hobbies, que integre tecnologia, que acolha seu pet e que facilite sua rotina através da robótica e da economia dos aplicativos. O “morar bem” tornou-se um desejo planetário, independentemente de espectros políticos ou crises econômicas passageiras.

    O Risco de Lançar no “Eu Acho”

    O maior erro que um incorporador pode cometer hoje é basear seus lançamentos no “eu acho”. Olhar para o que o concorrente fez três meses atrás é olhar para o passado. Em um mercado onde as expectativas mudam rapidamente — o que chamo de “síndrome do pensamento acelerado” aplicada ao consumo —, o produto que não nasce levemente deslocado para o futuro já nasce ultrapassado.

    A taxa Selic elevada atua como um filtro: ela reprime a urgência de compra (a decisão em 12 meses), mas não anula o desejo. O cliente adia a tomada de decisão, acumulando intenção para os próximos 24 meses. Para o incorporador, isso significa que o risco não é lançar em um cenário difícil, mas lançar sem compreender o perfil real dessa demanda. É preciso dimensionar: quantas famílias existem? Quantas podem pagar? Em quanto tempo pretendem comprar?

    A Estratégia do Sucesso

    O mercado imobiliário brasileiro é resiliente. Desde 2010, vimos anos maravilhosos, anos péssimos e, na maior parte do tempo, anos “normais” — caracterizados por pressão de juros e inflação. Em todos esses cenários, os projetos que venceram foram aqueles que entregaram diferenciais claros.

    Se você está no alto padrão, o cliente tem o poder de compra, mas exige um storytelling impecável e uma entrega única. Se você está na classe média ou no Minha Casa, Minha Vida, a eficiência e a adequação do produto ao orçamento são vitais. Em todos os casos, a transparência dos dados é a sua maior aliada. Expor os conceitos de aprovação da localização e o potencial de valorização dá ao investidor e ao cliente final a segurança necessária para fechar negócio.

    Conclusão: O Futuro é Agora

    Não espere o cenário perfeito para lançar. O cenário perfeito é uma ilusão. O que existe é o cenário possível, e ele é extremamente favorável para quem tem dados na mão. A demanda está aí, pulsante, esperando o empreendimento que combine tamanho, infraestrutura e, acima de tudo, uma narrativa que faça sentido para a vida do comprador.

    O século XXI é o século da escolha. O consumidor tem o poder de exigir qualidade, e cabe a nós, incorporadores, transformar essa expectativa em realidade. Vamos continuar pesquisando, inovando e, principalmente, olhando para frente. Afinal, no setor imobiliário, quem olha para o passado corre o risco de ficar parado no tempo. O futuro é o nosso único lugar de trabalho.

  • Crescimento populacional e moradia: por que o lar será cada vez mais importante

    Crescimento populacional e moradia: por que o lar será cada vez mais importante

    É uma satisfação compartilhar uma reflexão que considero fundamental para o nosso presente e, principalmente, para o nosso futuro.

    O crescimento populacional e a moradia estão profundamente conectados. À medida que mais pessoas passam a compartilhar o mesmo planeta, pensar sobre o lugar onde vivemos deixa de ser apenas uma questão individual. Torna-se um dos grandes desafios da humanidade.

    Mas, antes de falar sobre números, cidades e espaços disponíveis, precisamos compreender algo essencial: uma casa nunca é apenas uma construção.

    O lar é a construção mais importante da humanidade

    A natureza nos presenteia com árvores, rochas, praias, montanhas e paisagens deslumbrantes. As paredes, por outro lado, são criações humanas.

    Construímos escolas para o aprendizado, hospitais para o cuidado, estádios para a paixão esportiva e restaurantes para o prazer dos encontros e dos sabores.

    Mas, entre todas as construções humanas, existe uma que ocupa um lugar especial: a nossa casa.

    A casa não é apenas uma estrutura física. Quando ela é preenchida por afeto, cuidado e pertencimento, transforma-se em lar. É a casa dos nossos amores. O espaço onde as relações mais verdadeiras são construídas, fortalecidas e preservadas.

    Todos nós compartilhamos o mesmo endereço

    Embora cada pessoa tenha sua rua, seu bairro e sua cidade, existe um endereço maior que compartilhamos com toda a humanidade: o planeta Terra.

    Essa ideia pode parecer simples, mas carrega uma grande responsabilidade.

    Não importa se alguém vive em uma grande metrópole, em uma pequena cidade ou se ainda luta pelo direito básico de ter uma moradia digna. Todos habitamos o mesmo planeta. E o espaço disponível para organizar nossas cidades, produzir alimentos, preservar a natureza e construir novos lares não é infinito.

    O crescimento populacional transforma o futuro da moradia

    No início da era cristã, a população mundial era formada por algumas centenas de milhões de pessoas. Em 1900, já éramos aproximadamente 1,65 bilhão. Na virada do milênio, ultrapassamos a marca de 6 bilhões.

    Em 15 de novembro de 2022, a humanidade alcançou um novo marco histórico: 8 bilhões de habitantes.

    Hoje, em 2026, já somos mais de 8,3 bilhões de pessoas compartilhando o mesmo planeta.

    É importante reconhecer que o ritmo desse crescimento vem diminuindo. Ainda assim, a população mundial continuará aumentando durante as próximas décadas. Segundo as projeções das Nações Unidas, o mundo deverá chegar a aproximadamente 9,7 bilhões de habitantes em 2050.

    Esse dado revela uma questão central: como garantir moradia digna, cidades funcionais e qualidade de vida para uma população cada vez maior?

    O planeta não aumenta de tamanho

    A superfície da Terra possui aproximadamente 510 milhões de quilômetros quadrados. Cerca de 70% dessa área é formada por oceanos.

    Mesmo entre as áreas terrestres, uma parte relevante é ocupada por geleiras, desertos, regiões áridas, florestas, áreas de preservação ambiental e espaços fundamentais para a agricultura.

    Isso não significa que esteja simplesmente “faltando lugar” no planeta. O desafio é mais complexo.

    Precisamos organizar melhor o território, planejar cidades mais eficientes, preservar os recursos naturais e criar soluções de moradia que ofereçam dignidade, mobilidade, infraestrutura e qualidade de vida.

    O futuro da habitação não depende apenas da construção de mais imóveis. Depende da construção de melhores cidades.

    O desafio das próximas gerações

    As crianças que hoje têm 10 anos estarão próximas dos 35 em 2050. Elas viverão diretamente as consequências das decisões que estamos tomando agora.

    Serão adultos em um mundo mais populoso, mais urbano e cada vez mais conectado. Um mundo que precisará equilibrar desenvolvimento, sustentabilidade, tecnologia e bem-estar.

    Por isso, pensar no futuro do morar não é apenas discutir arquitetura ou mercado imobiliário. É discutir qualidade de vida, relações humanas e responsabilidade coletiva.

    A vida digital não substitui a vida real

    Enquanto enfrentamos desafios concretos relacionados à moradia e ao futuro das cidades, vivemos também em uma época marcada pelas aparências digitais.

    As redes sociais valorizam imagens bonitas, viagens inesquecíveis, experiências extraordinárias e cenas cuidadosamente escolhidas. Poucas pessoas mostram o cotidiano comum, os momentos difíceis ou os problemas reais.

    Mas, quando a vida exige apoio verdadeiro, não são milhares de desconhecidos na internet que oferecem acolhimento.

    São as pessoas que convivem conosco. As pessoas que conhecem nossa história. As pessoas que nos ajudam quando as aparências deixam de importar.

    É dentro de casa que a vida real acontece.

    Valorizar o lar é pensar no futuro

    Em um mundo cada vez mais populoso, o lar tende a se tornar ainda mais valioso.

    Não apenas pelo espaço físico que ocupa, mas pelo que representa emocionalmente. O lar é o lugar do pertencimento, da proteção e da reconstrução diária.

    Pensar no futuro da moradia é pensar em cidades mais humanas. Mas também é lembrar que nenhuma tecnologia, tendência ou transformação urbana substitui aquilo que torna uma casa verdadeiramente especial: as pessoas que vivem dentro dela.

    Valorize sua casa.

    E, acima de tudo, valorize as pessoas que fazem dela um lar.


    Marcus Araújo é pesquisador e futurologista do morar, estatístico e fundador da Datastore, considerada o maior algoritmo de pesquisas de demanda imobiliária do Brasil. É escritor best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos, e atua analisando tendências, comportamento e transformações do mercado imobiliário contemporâneo.

  • eVTOL no Mercado Imobiliário: Como o Futuro do Voo Urbano Vai Transformar os Empreendimentos de Alto Padrão

    eVTOL no Mercado Imobiliário: Como o Futuro do Voo Urbano Vai Transformar os Empreendimentos de Alto Padrão

    Como os eVTOLs vão impactar o mercado imobiliário

    Os eVTOLs no mercado imobiliário começam a desenhar uma nova era da mobilidade urbana de alto padrão. Mais silenciosos, sustentáveis e eficientes que os helicópteros tradicionais, esses veículos elétricos de pouso e decolagem vertical prometem transformar a forma como empreendimentos de luxo serão planejados nos próximos anos.

    O que hoje parece futurista já movimenta incorporadoras, urbanistas, investidores e empresas globais de tecnologia. Para o mercado imobiliário, compreender essa transformação pode representar a diferença entre liderar uma nova geração de empreendimentos ou apenas reagir às mudanças quando elas já estiverem consolidadas.

    O fim da era do heliponto tradicional?

    Durante décadas, helipontos foram associados a exclusividade, prestígio e conveniência em edifícios e condomínios de alto padrão. Porém, existe um problema estrutural que acompanha esse modelo desde sua origem: o ruído.

    Em diversos empreendimentos residenciais, os helipontos acabaram se tornando motivo de conflitos internos, restrições de uso e até desativações em assembleias condominiais. Além do impacto sonoro, o custo operacional elevado também limita sua utilização prática. Em alguns casos, um único voo entre cidades como São Paulo e Campinas pode ultrapassar dezenas de milhares de reais.

    O resultado é uma infraestrutura cara, complexa e muitas vezes subutilizada.

    Os eVTOLs no mercado imobiliário surgem justamente para resolver parte dessas limitações, criando um novo cenário para o transporte aéreo urbano de curta distância.

    Mobilidade aérea urbana silenciosa e sustentável

    Os eVTOLs utilizam propulsão elétrica e sistemas inteligentes de voo vertical, reduzindo drasticamente o nível de ruído quando comparados aos helicópteros convencionais.

    Essa mudança altera completamente a relação entre mobilidade aérea e ambiente urbano, especialmente em áreas residenciais de alto padrão. A comparação é semelhante ao impacto causado pelos carros elétricos na indústria automotiva: mais silêncio, menor custo operacional e redução significativa das emissões diretas.

    Além da questão ambiental, existe um fator estratégico importante: acessibilidade operacional. A tendência é que o custo do transporte aéreo urbano diminua progressivamente conforme a tecnologia amadurece, permitindo que a mobilidade aérea urbana deixe de ser apenas símbolo de luxo e passe a integrar a rotina das grandes cidades.

    Em um cenário onde as novas gerações já começam a redefinir a forma de morar, trabalhar e se deslocar, o setor imobiliário precisará compreender rapidamente como essas transformações impactam comportamento, consumo e valorização imobiliária. O próprio conceito de luxo passa a envolver mobilidade inteligente, sustentabilidade e experiência urbana integrada.

    Embraer e a corrida global pelos eVTOLs

    A viabilidade da tecnologia já deixou de ser especulação. Empresas do mundo inteiro disputam protagonismo nesse novo mercado, e o Brasil ocupa posição relevante nesse cenário.

    Embraer aparece entre os principais nomes globais no desenvolvimento de eVTOLs, especialmente através da Eve Air Mobility, braço da companhia voltado para mobilidade aérea urbana.

    Os modelos em desenvolvimento preveem capacidade para múltiplos passageiros, posicionando os eVTOLs como substitutos funcionais para parte significativa das operações atualmente realizadas por helicópteros.

    Isso significa que o impacto da tecnologia tende a ultrapassar o universo experimental e alcançar diretamente o mercado imobiliário, o urbanismo e a infraestrutura das cidades.

    Como os eVTOLs vão impactar o mercado imobiliário

    A pergunta mais importante para o setor imobiliário não é mais “se” essa transformação vai acontecer, mas “quem estará preparado quando ela chegar”.

    Empreendimentos que começarem a considerar infraestrutura compatível com eVTOLs poderão conquistar diferenciais competitivos relevantes nos próximos anos. Isso vale tanto para novos projetos quanto para adaptações estratégicas em rooftops, terrenos excedentes e áreas técnicas.

    Em mercados altamente competitivos, antecipar tendências urbanas costuma gerar valorização imobiliária, percepção de inovação e fortalecimento de marca.

    Algumas pesquisas de mercado já começam a incluir espaços preparados para mobilidade aérea urbana como possível diferencial de avaliação futura em empreendimentos de alto padrão. O mercado está sinalizando uma mudança importante na forma de pensar urbanismo, mobilidade e qualidade de vida.

    A nova geração do morar será conectada, compacta e móvel

    O impacto dos eVTOLs também se conecta diretamente às transformações comportamentais das novas gerações.

    Geração Z, por exemplo, já redefine prioridades dentro do mercado imobiliário, valorizando flexibilidade, tecnologia, sustentabilidade, mobilidade e integração entre vida pessoal e trabalho. Em muitos casos, a lógica tradicional do morar está sendo substituída por uma visão mais dinâmica, funcional e conectada.

    Essa mudança já começa a influenciar o tamanho dos imóveis, os espaços compartilhados, o conceito de studios e até a forma como as cidades serão organizadas nas próximas décadas. 

    Ao mesmo tempo, cresce o risco de um verdadeiro “apagão na demanda imobiliária” para empresas que insistirem em modelos urbanos ultrapassados e desconectados das novas expectativas de consumo habitacional.

    Hoje estamos mais próximos de 2050 do que de 2000. E talvez o maior erro do setor seja imaginar que o comportamento do comprador continuará igual.

    Urbanismo, tecnologia e valorização imobiliária

    Toda grande transformação urbana impacta diretamente o valor percebido dos empreendimentos.

    Assim como metrôs, parques, corredores comerciais e grandes avenidas moldaram ciclos históricos de valorização imobiliária, a mobilidade aérea urbana poderá criar novos eixos de desenvolvimento nas cidades nas próximas décadas.

    O tema também se conecta diretamente ao conceito de urbanismo inteligente, onde tecnologia, mobilidade e bem-estar passam a atuar de forma integrada no planejamento das cidades contemporâneas.

    Empreendimentos preparados para novas formas de deslocamento tendem a se posicionar como produtos mais alinhados às futuras demandas urbanas — especialmente para públicos que valorizam experiência, conveniência e integração tecnológica. Isso fortalece o papel dos eVTOLs no mercado imobiliário contemporâneo.

    Regulamentação ainda é desafio — mas o movimento já começou

    Existem, naturalmente, desafios importantes pela frente, principalmente no campo regulatório e operacional.

    Ainda não há definição completa sobre como será a regulamentação dos espaços destinados aos eVTOLs, nem se os helipontos atuais poderão ser adaptados integralmente para essa nova tecnologia.

    Mas a história das grandes rupturas tecnológicas mostra um padrão recorrente: os agentes que aguardam todas as respostas para começar geralmente chegam atrasados ao novo ciclo de mercado.

    O futuro do morar também passa pelo céu

    eVTOL no mercado imobiliário de alto padrão
    Os eVTOLs podem transformar a mobilidade urbana e os empreendimentos de luxo nas próximas décadas.

    Nos próximos cinco a dez anos, o mercado imobiliário de alto padrão provavelmente deixará de perguntar apenas “o empreendimento possui heliponto?” para começar a questionar:

    “Este projeto está preparado para o futuro do voo urbano?”

    E talvez essa seja uma das perguntas mais importantes da próxima geração do morar.


    Marcus Araújo é pesquisador e futurologista do morar, estatístico e fundador da Datastore, considerada o maior algoritmo de pesquisas de demanda imobiliária do Brasil. É escritor best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos, e atua analisando tendências, comportamento e transformações do mercado imobiliário contemporâneo.

  • Sustentabilidade e o Consumidor de Imóveis. 

    Sustentabilidade e o Consumidor de Imóveis. 

    Sustentabilidade e o Consumidor de Imóveis tornaram-se temas centrais no mercado. Hoje, diante do aquecimento global, da poluição de rios e mares e da perda de biodiversidade, a demanda por soluções mais responsáveis cresce rapidamente.

    Por que a sustentabilidade pesa na decisão de compra

    Em geral, empreendimentos com itens sustentáveis atraem mais consumidores. No entanto, alguns elementos se destacam por gerar economia direta para o comprador. Por exemplo, placas fotovoltaicas nas áreas comuns, captação e reuso de águas pluviais e oferta de transporte alternativo (patinetes e bicicletas) reduzem custos e elevam a percepção de valor. Além disso, áreas arborizadas e o uso do verde em ambientes compartilhados melhoram conforto térmico e bem-estar.

    Informação, impacto ambiental e novas expectativas

    Nas últimas décadas, a consciência ambiental ganhou espaço nas mídias e na vida cotidiana. Os ecossistemas sofrem com ações humanas e eventos climáticos mais extremos. Consequentemente, os efeitos ficam mais visíveis a cada ano e moldam expectativas do público — inclusive de quem busca um imóvel.

    Como exemplo, mudanças nas estações mostram chuvas fora de época e períodos de seca prolongada. Há queimadas de grandes proporções e branqueamento de corais. Em paralelo, a perda de polinizadores preocupa. O declínio de abelhas, amplamente discutido por veículos como a revista Galileu, ameaça cadeias produtivas e segurança alimentar. Desse modo, temas ambientais deixam de ser abstratos e entram no radar do comprador.

    O que o cliente valoriza no produto imobiliário

    Sustentabilidade e o Consumidor de Imóveis se encontram, sobretudo, quando há benefício prático. Portanto, soluções que reduzem tarifa de energia, consumo de água e custos condominiais tendem a aumentar a atratividade e a liquidez do produto. Além disso, empreendimentos com boa iluminação natural, ventilação cruzada e materiais de baixo impacto atendem a saúde, conforto e economia — sem perder eficiência de planta. Para aprofundar, consulte análises da Datastore, referência em inteligência do mercado imobiliário.

    Na prática, a jornada do cliente mudou. Quem pesquisa imóvel compara eficiência, localização e serviços. Assim, soluções sustentáveis comunicadas com clareza — e comprovação de economia — influenciam a decisão final.

    O papel do empreendedor: do conceito ao resultado

    Seguindo essa lógica, a sustentabilidade precisa sair do discurso e aparecer no projeto, na operação e na gestão condominial. Em resumo, o consumidor valoriza o que mede: relatórios simples de economia, metas de uso racional de água e energia e indicadores de conforto ambiental criam confiança. Como efeito, o empreendimento se diferencia e amplia sua base de demanda.

    Por fim, vale lembrar que temas como sustentabilidade dialogam com outras escolhas do morador. A procura por imóveis compactos e plantas inteligentes e a convivência com animais de estimação (lares pet-friendly) reforçam um estilo de vida mais eficiente, prático e conectado ao bem-estar.

    Quer saber tudo sobre as novas demandas e tendências dos públicos imobiliários? Acompanhe o Futurologista do Morar nas redes sociais!