O mercado imobiliário brasileiro vive, em 2026, um momento de demanda histórica, marcado por consumidores mais exigentes e decisões cada vez mais orientadas por expectativa.
Por Marcus Araujo
Ao longo dos meus 32 anos dedicados à pesquisa de mercado no setor imobiliário, aprendi uma lição fundamental que se tornou o pilar da DataStore: o mercado imobiliário não é movido por tijolos, cimento ou taxas de juros isoladas. Ele é movido por expectativa. É um setor que vive do futuro, da promessa de uma vida melhor e da antecipação de desejos que o consumidor, muitas vezes, ainda nem verbalizou.
Quando analisamos o cenário do segundo trimestre de 2026, observamos um dado que desafia o senso comum: mesmo sob juros elevados e um cenário geopolítico conturbado, a intenção de compra de imóveis no Brasil para os próximos 24 meses atingiu 30,49%. Isso representa mais de 12,7 milhões de famílias com recursos próprios prontas para realizar o sonho da casa própria ou do upgrade. A demanda não desapareceu; ela apenas se tornou mais exigente e seletiva.
A Mudança de Paradigma: Do Século XX ao Século XXI
Para entender o momento atual, precisamos olhar para a história. O século XX, com um saldo demográfico explosivo de 4,4 bilhões de pessoas, foi marcado pela necessidade de “morar em qualquer lugar”. A escassez de financiamento e a hiperinflação forçaram famílias a se amontoarem, aceitando condições precárias. Era a era da sobrevivência habitacional.
O século XXI, contudo, é diferente. Com uma projeção de saldo demográfico muito menor (2,8 bilhões), entramos na era do “morar melhor”. O consumidor de hoje não busca apenas um teto; ele busca identidade, liquidez e inteligência financeira. Ele quer um produto que converse com seus hobbies, que integre tecnologia, que acolha seu pet e que facilite sua rotina através da robótica e da economia dos aplicativos. O “morar bem” tornou-se um desejo planetário, independentemente de espectros políticos ou crises econômicas passageiras.
O Risco de Lançar no “Eu Acho”
O maior erro que um incorporador pode cometer hoje é basear seus lançamentos no “eu acho”. Olhar para o que o concorrente fez três meses atrás é olhar para o passado. Em um mercado onde as expectativas mudam rapidamente — o que chamo de “síndrome do pensamento acelerado” aplicada ao consumo —, o produto que não nasce levemente deslocado para o futuro já nasce ultrapassado.
A taxa Selic elevada atua como um filtro: ela reprime a urgência de compra (a decisão em 12 meses), mas não anula o desejo. O cliente adia a tomada de decisão, acumulando intenção para os próximos 24 meses. Para o incorporador, isso significa que o risco não é lançar em um cenário difícil, mas lançar sem compreender o perfil real dessa demanda. É preciso dimensionar: quantas famílias existem? Quantas podem pagar? Em quanto tempo pretendem comprar?
A Estratégia do Sucesso
O mercado imobiliário brasileiro é resiliente. Desde 2010, vimos anos maravilhosos, anos péssimos e, na maior parte do tempo, anos “normais” — caracterizados por pressão de juros e inflação. Em todos esses cenários, os projetos que venceram foram aqueles que entregaram diferenciais claros.
Se você está no alto padrão, o cliente tem o poder de compra, mas exige um storytelling impecável e uma entrega única. Se você está na classe média ou no Minha Casa, Minha Vida, a eficiência e a adequação do produto ao orçamento são vitais. Em todos os casos, a transparência dos dados é a sua maior aliada. Expor os conceitos de aprovação da localização e o potencial de valorização dá ao investidor e ao cliente final a segurança necessária para fechar negócio.
Conclusão: O Futuro é Agora
Não espere o cenário perfeito para lançar. O cenário perfeito é uma ilusão. O que existe é o cenário possível, e ele é extremamente favorável para quem tem dados na mão. A demanda está aí, pulsante, esperando o empreendimento que combine tamanho, infraestrutura e, acima de tudo, uma narrativa que faça sentido para a vida do comprador.
O século XXI é o século da escolha. O consumidor tem o poder de exigir qualidade, e cabe a nós, incorporadores, transformar essa expectativa em realidade. Vamos continuar pesquisando, inovando e, principalmente, olhando para frente. Afinal, no setor imobiliário, quem olha para o passado corre o risco de ficar parado no tempo. O futuro é o nosso único lugar de trabalho.
Categoria: Tendências
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A melhor demanda Imobiliária da história é sempre agora.
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A Era dos Condomínios: mais do que moradia, um novo jeito de viver dos brasileiros
Meus amigos,
Se existe uma coisa que a gente não pode negar, é que o século XXI se tornou, sem sombra de dúvidas, o século do condomínio.
Não importa se falamos de torres imponentes nas grandes cidades ou de casas charmosas em condomínios horizontais. A verdade é que cada vez mais brasileiros estão escolhendo viver nesse formato.
E isso não acontece por acaso.
É uma tendência forte, visível a olho nu, que reflete mudanças profundas em nossa sociedade.
Uma transformação que aconteceu diante dos nossos olhos
Pensem comigo.
Há 30 anos, quando comecei minhas pesquisas de demanda imobiliária em todo o Brasil, a gente via outra realidade. Os bairros das cidades ainda eram muito demandados.
Muitos consumidores até resistiam à ideia dos condomínios, pois consideravam suas taxas condominiais altas.
Hoje, a demanda é tão grande que as pessoas não reclamam mais do preço.
Esse é um sinal claro da valorização da ideia de morar em condomínio, principalmente pelo fator segurança.
Não há excesso de oferta.
É o mercado respondendo a uma necessidade crescente.
As famílias brasileiras estão mudando
Mas por que essa transformação é tão significativa?
A resposta está em nossas casas e em nossas famílias.
O IBGE nos mostra um dado impressionante: na virada do século, tínhamos uma média de 3,8 pessoas por domicílio.
Hoje, esse número caiu para 2,8.
E a projeção é que, antes de 2040, cheguemos a menos de duas pessoas por casa.
Isso significa mais gente morando sozinha, mais casais sem filhos ou com apenas um filho e até mesmo pets ocupando o lugar dos filhos.
Essas famílias menores são o futuro do mercado imobiliário e, consequentemente, o futuro dos condomínios.
As novas gerações procuram algo diferente
Com essa nova configuração familiar, surgem também novas expectativas.
Aquela ideia de um condomínio com um gramado imenso, que representava o sonho da Geração X, já não é mais suficiente.
As novas gerações, especialmente a Geração Y, que hoje está comprando imóveis, buscam algo diferente.
Elas querem contato com a natureza.
Querem projetos paisagísticos assinados.
Querem vegetação que ofereça sombra e frescor.
Querem áreas de preservação ambiental.
Querem que seus filhos tenham a oportunidade de interagir com a vida silvestre, com abelhas e beija-flores, em vez de permanecerem presos ao celular.
É uma busca por qualidade de vida e por um ambiente que promova bem-estar e conexão com o natural.
O desafio do isolamento social
No entanto, essa era dos condomínios também traz um desafio que precisamos encarar de frente: o isolamento social.
Com menos gente dentro de casa e a tecnologia nos mantendo conectados, mas muitas vezes sozinhos, existe o risco de que as pessoas se fechem em seus apartamentos ou casas e mal conheçam seus vizinhos.
A maior necessidade para o futuro dos condomínios, portanto, é promover a integração social.
É preciso criar espaços e oportunidades para que as pessoas se encontrem, conversem e construam laços.
O condomínio se tornou um universo central em nossas vidas
A pandemia acelerou e consolidou uma tendência: passamos mais tempo em casa.
Hoje, dedicamos cerca de 57% de nossa vida ao lar.
Para quem trabalha em home office, esse número pode chegar a 60%.
Isso significa que o condomínio se tornou um universo ainda mais central em nossas vidas.
É onde as coisas acontecem.
É onde a vida se desenrola.
Diferentes gerações convivendo no mesmo espaço
Olhando para o futuro, as projeções demográficas, como as publicadas na revista The Lancet, indicam que o Brasil terá uma população menor em 2100.
Fenômenos como o que já acontece no Japão, com a perda anual de um milhão de pessoas, chegarão aqui na segunda metade deste século.
Além disso, vivemos mais.
Isso significa que temos mais gerações convivendo ao mesmo tempo.
São oito gerações vivas hoje, cada uma com sua própria forma de ver o mundo e morando em um mesmo condomínio.
O condomínio do futuro precisa promover encontros
Diante de tudo isso, o condomínio do futuro não pode ser apenas um conjunto de muros e casas ou apartamentos.
Ele precisa ser um catalisador de vida.
Um promotor de encontros.
Um espaço que integre as pessoas e respeite as diferentes necessidades de cada geração.
É preciso pensar em soluções que combatam o isolamento, incentivem a convivência e ofereçam um ambiente rico em natureza e bem-estar.
A valorização do mercado imobiliário em regiões com altas taxas de crescimento mostra que a demanda por esse tipo de moradia é real e pujante.
Mas essa demanda não é apenas por tijolo e cimento.
É por um estilo de vida.
É por segurança.
É por conveniência.
E, acima de tudo, é por comunidade.
Um novo capítulo na forma como vivemos
Da próxima vez que você pensar em um condomínio, lembre-se: estamos falando de muito mais do que um lugar para morar.
Estamos falando de um novo capítulo na forma como vivemos, nos relacionamos e construímos nosso futuro.
E o grande desafio é garantir que esse futuro seja de conexão, e não de isolamento.
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Futuro das moradias: como conversar com as crianças sobre imóveis
Queridos pais e mães,
Quem aqui já parou para pensar que a vida dos nossos filhos, desde o primeiro dia, é uma constante viagem entre construções?
Prestem bem atenção!
Eu sou Marcus Araujo, escritor, e venho conversar com vocês sobre um tema que, muitas vezes, passa despercebido, mas é fundamental: como falar com as crianças sobre o mundo dos imóveis e o futuro das moradias.
A vida inteira acontece entre construções
Nós, adultos, vivemos entre uma construção e outra o dia inteiro, a vida inteira, certo?
A casa ou o apartamento onde acordamos, a escola onde as crianças aprendem, o restaurante onde comemos e o hospital ao qual recorremos quando precisamos de cuidados. Tudo isso é um “imóvel”.
É uma palavra diferente para as crianças, eu sei. Mas é a realidade que nos cerca.
A escola é a casa de quem gosta de aprender. O estádio é a casa dos esportes. E a nossa casa, ah, essa é a casa de quem ama a família!
Que tal começar a conversa com seus filhos explicando que cada lugar possui um propósito e é uma “casa” para algo ou alguém?
Perguntem a eles:
“Qual é a casa do médico?”
“E a casa dos livros?”
Como explicar o crescimento do planeta às crianças?
Agora, vamos para um ponto crucial: o crescimento da nossa grande casa, o planeta Terra.
Hoje, somos mais de 8 bilhões e 200 milhões de pessoas. E esse número, gente, não para de crescer!
Em 2050, seremos 9 bilhões.
A Terra, a nossa maior casa, não aumenta de tamanho. Mas a quantidade de gente, sim.
Isso significa que todo mundo precisa de um lugar para morar, um endereço e um quarto para acordar.
Como explicar isso aos pequenos?
É simples.
Quando vocês estiverem passeando pela cidade e virem aqueles prédios subindo, aquelas construções novas, destaquem as obras na paisagem e conversem com eles.
Expliquem que esses prédios estão sendo feitos para as pessoas que estão chegando, para que ninguém precise nascer sem um lar.
O Brasil tem cerca de 7.000 nascimentos por dia.
Não é legal pensar que estamos construindo o futuro para quem está chegando?
A história das moradias também desperta curiosidade
A história das moradias é fascinante!
Nossos antepassados de 10.000 anos atrás moravam em cabanas. Depois, aprenderam a construir casas em cidades com muros para se proteger.
Hoje, temos apartamentos modernos.
E, no futuro, quem sabe, teremos casas-cápsula no espaço, como mostra a joaninha Ziv do meu livro Meu Imóvel, Meu Mundinho!
Incentivem a curiosidade de seus filhos sobre como as casas mudaram ao longo do tempo e como poderão ser no futuro.
Perguntem:
“Como você imagina a sua casa em 2050?”
Uma casa não é apenas um teto
É fundamental que as crianças entendam que uma casa não é apenas um teto.
É um lugar cheio de vida e de pessoas que se amam.
Uma construção só é “legal” quando existem pessoas dentro dela, usando o espaço e vivendo nele.
Conversem com seus filhos sobre a importância de cuidar do lar e de valorizar o espaço que possuem.
Conversar sobre imóveis é conversar sobre pessoas
Pais e mães, vocês têm a oportunidade de despertar em seus filhos uma consciência sobre o mundo que os cerca, sobre a importância do lar e sobre o futuro das nossas cidades.
Façam perguntas.
Ouçam as respostas.
Mostrem a eles que o mundo dos imóveis é muito mais do que tijolos e cimento.
É sobre pessoas, famílias e o lugar de cada um no planeta.
O Brasil tem cerca de 72 milhões de famílias, segundo o IBGE de 2022. E todas elas merecem um lugar para morar.
É uma conversa inteligente que vocês podem ter com seus filhos e filhas.
Talvez nem vocês saibam todas as respostas. Mas o mais importante é despertar a curiosidade.
Certo?
Conto com todos vocês!
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A Tese do Vazio: o crescimento do mercado imobiliário do interior
Prezados profissionais e entusiastas do mercado imobiliário,
É com grande satisfação que compartilho uma tese que venho desenvolvendo e que, embasada em dados concretos e na própria história da humanidade, aponta para o sucesso crescente dos empreendimentos imobiliários localizados no interior.
Não se trata de um discurso motivacional vazio, mas de uma análise profunda sobre o que impulsiona a demanda atual e futura.
A busca pelo lugar mais bonito e mais vazio possível
Minha tese central, que chamo de Tese do Vazio, remonta à nossa ancestralidade.
Se observarmos a jornada do Homo sapiens desde o nordeste da África, há 250 mil anos, passando pela Europa e pela Ásia, até chegarmos à América do Sul há meros 14 mil anos, um padrão se revela: a busca incessante por um lugar “mais bonito e mais vazio” para se estabelecer.
A América do Sul, o último grande refúgio, representa o pedaço de terra mais recente a ser ocupado.
Essa busca por espaços menos densos e mais conectados à natureza é um impulso intrínseco à nossa espécie. E ela está ressurgindo com força total em nosso tempo.
O crescimento do mercado imobiliário do interior
Essa busca ancestral se manifesta claramente nos dados demográficos atuais do IBGE.
Enquanto a taxa geométrica anual de crescimento populacional do Brasil está em seu ponto mais baixo histórico, com uma média nacional de 0,52% ao ano, a distribuição é drasticamente desigual.
Grandes capitais como São Paulo, com 0,14%; Rio de Janeiro, com -0,03%; Porto Alegre, com -0,47%; e Salvador, com -0,84%, estão estagnando ou até encolhendo.
Em contrapartida, cidades do interior, como Piracicaba, com 1,5%, e Ribeirão Preto, com 1,2%, apresentam taxas de crescimento muito superiores, dez a doze vezes maiores que a capital paulista.
Esse movimento não é um êxodo forçado, mas uma migração consciente. Uma escolha por qualidade de vida.
As pessoas estão, de fato, saindo das grandes metrópoles em busca do lugar mais bonito e mais vazio possível.
A crise silenciosa da vida digital
A imersão na vida digital, intensificada a partir de 2007 com o lançamento do iPhone, trouxe consigo uma crise silenciosa.
Dados da Fiocruz sobre o aumento do suicídio infantil e da automutilação entre jovens são alarmantes.
Pais e avós, na faixa dos 45 aos 65 anos, estão percebendo o custo dessa desconexão e buscam urgentemente resgatar o contato com a natureza para seus filhos e netos.
O simples ato de observar formigas carregando folhas, que fazíamos nas décadas passadas, tornou-se um luxo.
Um terreno no campo, em um empreendimento de qualidade, transcendeu o investimento financeiro. É uma “janela para a felicidade”, uma busca por saúde, bem-estar e experiências autênticas.
O mercado imobiliário hoje é 101% movido por desejo e emoção. E é nisso que devemos focar.
A tecnologia nos libertou da necessidade de permanecer em um único lugar
A economia digital e a inteligência artificial nos libertaram da necessidade de permanecer em um único lugar.
Profissionais podem atuar de qualquer lugar com as ferramentas certas, priorizando locais que ofereçam qualidade de vida e contato com a natureza.
Essa flexibilidade impulsionou a demanda por refúgios no campo.
Antes da pandemia, 8% da população brasileira com renda média a alta buscava isso. Hoje, esse número saltou para 17%, quase o dobro.
O melhor vizinho do mundo deixou de ser o sobrenome famoso e passou a ser a natureza, as abelhas e a possibilidade de ver as constelações.
Psicólogos e psiquiatras estão prescrevendo o contato com a natureza como terapia.
Empreendimentos que oferecem essa reconexão são a resposta a uma demanda crescente.
Uma nova fronteira para a habitação
Como estatístico e observador atento do mercado imobiliário brasileiro, dedico minha carreira a analisar dados que revelam para onde a humanidade deseja ir.
Ao longo da história, nossa espécie, o Homo sapiens, sempre se moveu com um propósito claro: encontrar o lugar mais bonito e menos denso possível para estabelecer suas raízes.
Essa busca ancestral, que nos trouxe da África até a América do Sul, não cessou. Ela apenas mudou de forma.
Hoje, vivemos um fenômeno científico, não um êxodo.
Enquanto grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, enfrentam taxas de crescimento populacional próximas de zero ou negativas, o interior do Brasil floresce.
Cidades como Ribeirão Preto crescem em ritmo acelerado, absorvendo famílias que buscam qualidade de vida.
Não estamos falando de uma fuga desesperada, mas de uma escolha consciente por um estilo de vida que a selva de pedra já não consegue oferecer.
A natureza como o ativo mais valioso do século XXI
Se posso desenvolver meus negócios de qualquer lugar do mundo, por que permaneceria em um ambiente estressante e congestionado?
A resposta é simples: não preciso.
E é aqui que empreendimentos imobiliários no interior, integrados à natureza, tornam-se o ativo mais valioso do século XXI.
A tecnologia, embora essencial, trouxe um custo alto para a saúde mental, especialmente para nossas crianças.
O aumento nos índices de automutilação e a perda de conexão com o mundo real — o simples ato de observar formigas ou contemplar as estrelas — geraram uma urgência nos pais.
Eles não estão comprando apenas um lote.
Estão adquirindo uma janela para a felicidade. Um refúgio onde a natureza é a vizinha mais próxima.
O mercado imobiliário atual é 101% movido por desejo e emoção.
Quando apresentamos um projeto que atende a essa necessidade de resgate, o preço por metro quadrado torna-se secundário diante do valor existencial entregue.
Conclusão: o interior é o futuro
A Tese do Vazio nos ajuda a compreender uma transformação profunda no mercado imobiliário.
As pessoas não buscam apenas metragem, localização ou retorno financeiro.
Elas buscam qualidade de vida.
Buscam saúde.
Buscam silêncio.
Buscam contato com a natureza.
Buscam a possibilidade de oferecer aos filhos e aos netos experiências reais em um mundo cada vez mais digital.
O crescimento do mercado imobiliário do interior não é apenas uma tendência comercial.
É a manifestação contemporânea de um impulso antigo da humanidade: encontrar o lugar mais bonito e mais vazio possível para estabelecer suas raízes.
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Crescimento populacional e moradia: por que o lar será cada vez mais importante
É uma satisfação compartilhar uma reflexão que considero fundamental para o nosso presente e, principalmente, para o nosso futuro.
O crescimento populacional e a moradia estão profundamente conectados. À medida que mais pessoas passam a compartilhar o mesmo planeta, pensar sobre o lugar onde vivemos deixa de ser apenas uma questão individual. Torna-se um dos grandes desafios da humanidade.
Mas, antes de falar sobre números, cidades e espaços disponíveis, precisamos compreender algo essencial: uma casa nunca é apenas uma construção.
O lar é a construção mais importante da humanidade
A natureza nos presenteia com árvores, rochas, praias, montanhas e paisagens deslumbrantes. As paredes, por outro lado, são criações humanas.
Construímos escolas para o aprendizado, hospitais para o cuidado, estádios para a paixão esportiva e restaurantes para o prazer dos encontros e dos sabores.
Mas, entre todas as construções humanas, existe uma que ocupa um lugar especial: a nossa casa.
A casa não é apenas uma estrutura física. Quando ela é preenchida por afeto, cuidado e pertencimento, transforma-se em lar. É a casa dos nossos amores. O espaço onde as relações mais verdadeiras são construídas, fortalecidas e preservadas.
Todos nós compartilhamos o mesmo endereço
Embora cada pessoa tenha sua rua, seu bairro e sua cidade, existe um endereço maior que compartilhamos com toda a humanidade: o planeta Terra.
Essa ideia pode parecer simples, mas carrega uma grande responsabilidade.
Não importa se alguém vive em uma grande metrópole, em uma pequena cidade ou se ainda luta pelo direito básico de ter uma moradia digna. Todos habitamos o mesmo planeta. E o espaço disponível para organizar nossas cidades, produzir alimentos, preservar a natureza e construir novos lares não é infinito.
O crescimento populacional transforma o futuro da moradia
No início da era cristã, a população mundial era formada por algumas centenas de milhões de pessoas. Em 1900, já éramos aproximadamente 1,65 bilhão. Na virada do milênio, ultrapassamos a marca de 6 bilhões.
Em 15 de novembro de 2022, a humanidade alcançou um novo marco histórico: 8 bilhões de habitantes.
Hoje, em 2026, já somos mais de 8,3 bilhões de pessoas compartilhando o mesmo planeta.
É importante reconhecer que o ritmo desse crescimento vem diminuindo. Ainda assim, a população mundial continuará aumentando durante as próximas décadas. Segundo as projeções das Nações Unidas, o mundo deverá chegar a aproximadamente 9,7 bilhões de habitantes em 2050.
Esse dado revela uma questão central: como garantir moradia digna, cidades funcionais e qualidade de vida para uma população cada vez maior?
O planeta não aumenta de tamanho
A superfície da Terra possui aproximadamente 510 milhões de quilômetros quadrados. Cerca de 70% dessa área é formada por oceanos.
Mesmo entre as áreas terrestres, uma parte relevante é ocupada por geleiras, desertos, regiões áridas, florestas, áreas de preservação ambiental e espaços fundamentais para a agricultura.
Isso não significa que esteja simplesmente “faltando lugar” no planeta. O desafio é mais complexo.
Precisamos organizar melhor o território, planejar cidades mais eficientes, preservar os recursos naturais e criar soluções de moradia que ofereçam dignidade, mobilidade, infraestrutura e qualidade de vida.
O futuro da habitação não depende apenas da construção de mais imóveis. Depende da construção de melhores cidades.
O desafio das próximas gerações
As crianças que hoje têm 10 anos estarão próximas dos 35 em 2050. Elas viverão diretamente as consequências das decisões que estamos tomando agora.
Serão adultos em um mundo mais populoso, mais urbano e cada vez mais conectado. Um mundo que precisará equilibrar desenvolvimento, sustentabilidade, tecnologia e bem-estar.
Por isso, pensar no futuro do morar não é apenas discutir arquitetura ou mercado imobiliário. É discutir qualidade de vida, relações humanas e responsabilidade coletiva.
A vida digital não substitui a vida real
Enquanto enfrentamos desafios concretos relacionados à moradia e ao futuro das cidades, vivemos também em uma época marcada pelas aparências digitais.
As redes sociais valorizam imagens bonitas, viagens inesquecíveis, experiências extraordinárias e cenas cuidadosamente escolhidas. Poucas pessoas mostram o cotidiano comum, os momentos difíceis ou os problemas reais.
Mas, quando a vida exige apoio verdadeiro, não são milhares de desconhecidos na internet que oferecem acolhimento.
São as pessoas que convivem conosco. As pessoas que conhecem nossa história. As pessoas que nos ajudam quando as aparências deixam de importar.
É dentro de casa que a vida real acontece.
Valorizar o lar é pensar no futuro
Em um mundo cada vez mais populoso, o lar tende a se tornar ainda mais valioso.
Não apenas pelo espaço físico que ocupa, mas pelo que representa emocionalmente. O lar é o lugar do pertencimento, da proteção e da reconstrução diária.
Pensar no futuro da moradia é pensar em cidades mais humanas. Mas também é lembrar que nenhuma tecnologia, tendência ou transformação urbana substitui aquilo que torna uma casa verdadeiramente especial: as pessoas que vivem dentro dela.
Valorize sua casa.
E, acima de tudo, valorize as pessoas que fazem dela um lar.
Marcus Araújo é pesquisador e futurologista do morar, estatístico e fundador da Datastore, considerada o maior algoritmo de pesquisas de demanda imobiliária do Brasil. É escritor best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos, e atua analisando tendências, comportamento e transformações do mercado imobiliário contemporâneo.
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eVTOL no Mercado Imobiliário: Como o Futuro do Voo Urbano Vai Transformar os Empreendimentos de Alto Padrão
Como os eVTOLs vão impactar o mercado imobiliário
Os eVTOLs no mercado imobiliário começam a desenhar uma nova era da mobilidade urbana de alto padrão. Mais silenciosos, sustentáveis e eficientes que os helicópteros tradicionais, esses veículos elétricos de pouso e decolagem vertical prometem transformar a forma como empreendimentos de luxo serão planejados nos próximos anos.
O que hoje parece futurista já movimenta incorporadoras, urbanistas, investidores e empresas globais de tecnologia. Para o mercado imobiliário, compreender essa transformação pode representar a diferença entre liderar uma nova geração de empreendimentos ou apenas reagir às mudanças quando elas já estiverem consolidadas.
O fim da era do heliponto tradicional?
Durante décadas, helipontos foram associados a exclusividade, prestígio e conveniência em edifícios e condomínios de alto padrão. Porém, existe um problema estrutural que acompanha esse modelo desde sua origem: o ruído.
Em diversos empreendimentos residenciais, os helipontos acabaram se tornando motivo de conflitos internos, restrições de uso e até desativações em assembleias condominiais. Além do impacto sonoro, o custo operacional elevado também limita sua utilização prática. Em alguns casos, um único voo entre cidades como São Paulo e Campinas pode ultrapassar dezenas de milhares de reais.
O resultado é uma infraestrutura cara, complexa e muitas vezes subutilizada.
Os eVTOLs no mercado imobiliário surgem justamente para resolver parte dessas limitações, criando um novo cenário para o transporte aéreo urbano de curta distância.
Mobilidade aérea urbana silenciosa e sustentável
Os eVTOLs utilizam propulsão elétrica e sistemas inteligentes de voo vertical, reduzindo drasticamente o nível de ruído quando comparados aos helicópteros convencionais.
Essa mudança altera completamente a relação entre mobilidade aérea e ambiente urbano, especialmente em áreas residenciais de alto padrão. A comparação é semelhante ao impacto causado pelos carros elétricos na indústria automotiva: mais silêncio, menor custo operacional e redução significativa das emissões diretas.
Além da questão ambiental, existe um fator estratégico importante: acessibilidade operacional. A tendência é que o custo do transporte aéreo urbano diminua progressivamente conforme a tecnologia amadurece, permitindo que a mobilidade aérea urbana deixe de ser apenas símbolo de luxo e passe a integrar a rotina das grandes cidades.
Em um cenário onde as novas gerações já começam a redefinir a forma de morar, trabalhar e se deslocar, o setor imobiliário precisará compreender rapidamente como essas transformações impactam comportamento, consumo e valorização imobiliária. O próprio conceito de luxo passa a envolver mobilidade inteligente, sustentabilidade e experiência urbana integrada.
Embraer e a corrida global pelos eVTOLs
A viabilidade da tecnologia já deixou de ser especulação. Empresas do mundo inteiro disputam protagonismo nesse novo mercado, e o Brasil ocupa posição relevante nesse cenário.
A Embraer aparece entre os principais nomes globais no desenvolvimento de eVTOLs, especialmente através da Eve Air Mobility, braço da companhia voltado para mobilidade aérea urbana.
Os modelos em desenvolvimento preveem capacidade para múltiplos passageiros, posicionando os eVTOLs como substitutos funcionais para parte significativa das operações atualmente realizadas por helicópteros.
Isso significa que o impacto da tecnologia tende a ultrapassar o universo experimental e alcançar diretamente o mercado imobiliário, o urbanismo e a infraestrutura das cidades.
Como os eVTOLs vão impactar o mercado imobiliário
A pergunta mais importante para o setor imobiliário não é mais “se” essa transformação vai acontecer, mas “quem estará preparado quando ela chegar”.
Empreendimentos que começarem a considerar infraestrutura compatível com eVTOLs poderão conquistar diferenciais competitivos relevantes nos próximos anos. Isso vale tanto para novos projetos quanto para adaptações estratégicas em rooftops, terrenos excedentes e áreas técnicas.
Em mercados altamente competitivos, antecipar tendências urbanas costuma gerar valorização imobiliária, percepção de inovação e fortalecimento de marca.
Algumas pesquisas de mercado já começam a incluir espaços preparados para mobilidade aérea urbana como possível diferencial de avaliação futura em empreendimentos de alto padrão. O mercado está sinalizando uma mudança importante na forma de pensar urbanismo, mobilidade e qualidade de vida.
A nova geração do morar será conectada, compacta e móvel
O impacto dos eVTOLs também se conecta diretamente às transformações comportamentais das novas gerações.
A Geração Z, por exemplo, já redefine prioridades dentro do mercado imobiliário, valorizando flexibilidade, tecnologia, sustentabilidade, mobilidade e integração entre vida pessoal e trabalho. Em muitos casos, a lógica tradicional do morar está sendo substituída por uma visão mais dinâmica, funcional e conectada.
Essa mudança já começa a influenciar o tamanho dos imóveis, os espaços compartilhados, o conceito de studios e até a forma como as cidades serão organizadas nas próximas décadas.
Ao mesmo tempo, cresce o risco de um verdadeiro “apagão na demanda imobiliária” para empresas que insistirem em modelos urbanos ultrapassados e desconectados das novas expectativas de consumo habitacional.
Hoje estamos mais próximos de 2050 do que de 2000. E talvez o maior erro do setor seja imaginar que o comportamento do comprador continuará igual.
Urbanismo, tecnologia e valorização imobiliária
Toda grande transformação urbana impacta diretamente o valor percebido dos empreendimentos.
Assim como metrôs, parques, corredores comerciais e grandes avenidas moldaram ciclos históricos de valorização imobiliária, a mobilidade aérea urbana poderá criar novos eixos de desenvolvimento nas cidades nas próximas décadas.
O tema também se conecta diretamente ao conceito de urbanismo inteligente, onde tecnologia, mobilidade e bem-estar passam a atuar de forma integrada no planejamento das cidades contemporâneas.
Empreendimentos preparados para novas formas de deslocamento tendem a se posicionar como produtos mais alinhados às futuras demandas urbanas — especialmente para públicos que valorizam experiência, conveniência e integração tecnológica. Isso fortalece o papel dos eVTOLs no mercado imobiliário contemporâneo.
Regulamentação ainda é desafio — mas o movimento já começou
Existem, naturalmente, desafios importantes pela frente, principalmente no campo regulatório e operacional.
Ainda não há definição completa sobre como será a regulamentação dos espaços destinados aos eVTOLs, nem se os helipontos atuais poderão ser adaptados integralmente para essa nova tecnologia.
Mas a história das grandes rupturas tecnológicas mostra um padrão recorrente: os agentes que aguardam todas as respostas para começar geralmente chegam atrasados ao novo ciclo de mercado.
O futuro do morar também passa pelo céu

Os eVTOLs podem transformar a mobilidade urbana e os empreendimentos de luxo nas próximas décadas. Nos próximos cinco a dez anos, o mercado imobiliário de alto padrão provavelmente deixará de perguntar apenas “o empreendimento possui heliponto?” para começar a questionar:
“Este projeto está preparado para o futuro do voo urbano?”
E talvez essa seja uma das perguntas mais importantes da próxima geração do morar.
Marcus Araújo é pesquisador e futurologista do morar, estatístico e fundador da Datastore, considerada o maior algoritmo de pesquisas de demanda imobiliária do Brasil. É escritor best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos, e atua analisando tendências, comportamento e transformações do mercado imobiliário contemporâneo.
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Apagão na demanda imobiliária nos próximos 30 anos?
Apagão na demanda imobiliária nos próximos 30 anos?
O que custa para a Geração Z deixar a sua incorporadora ou imobiliária de lado por não atender aos critérios deles? Este artigo analisa o risco de um apagão na demanda imobiliária e o impacto das novas gerações na forma de comprar e viver.
O mito da superoferta de imóveis
Muitas vezes ouvimos pessoas afirmando que há uma superoferta de imóveis no Brasil, o que poderia provocar uma queda nos preços. No entanto, o que realmente pode causar uma desaceleração nas vendas e uma eventual redução no valor dos imóveis é outro fenômeno — muito mais complexo: o apagão na demanda imobiliária.
Antes de tudo, quem faz o mercado imobiliário acontecer — ou apenas se interessa pelo tema — precisa evitar a armadilha de acreditar que há prédios demais sendo construídos. Essa percepção não se sustenta nos números.
O Brasil tem cerca de 72 milhões de famílias. Destas, aproximadamente 42 milhões possuem renda familiar a partir de dois salários mínimos e têm potencial para adquirir imóveis — desde unidades do programa Minha Casa Minha Vida até coberturas de alto padrão. Dentro desse universo, 29,91% demonstram intenção de compra nos próximos 24 meses, somando um contingente de 12,5 milhões de famílias com demanda ativa (Fonte: Datastore, 2º TRI-25).
Além disso, o país entrega cerca de 400 mil imóveis novos por ano no segmento AB. Isso representa apenas 0,55% do total de famílias. Portanto, não há qualquer chance de uma “superoferta” derrubar os preços — salvo raríssimas exceções.
Oferta e demanda continuam em equilíbrio
Em resumo, o Brasil está longe de produzir imóveis em excesso. Como resultado, os preços devem continuar subindo pelos próximos 15 anos. Afinal, a lei da oferta e da demanda, apresentada por Adam Smith em A Riqueza das Nações (1776), permanece válida até hoje.
Entretanto, há um novo fator que merece atenção: o comportamento da Geração Z. E é justamente aí que reside o risco real de um apagão na demanda imobiliária.
O novo desafio: entender a Geração Z
Essa geração — nascida entre 1995 e 2009 — já é adulta, influente e economicamente ativa. Apesar de parte ainda estar terminando a faculdade, boa parte desse grupo já trabalha, investe e decide onde quer morar. No entanto, muitas empresas do setor ainda tratam a Geração Z como um público adolescente.
Os “Zs” de 1995 a 2001 têm entre 22 e 30 anos. Eles mudaram o corpo, a mentalidade, os relacionamentos e, principalmente, a forma de consumir moradia. Essa transformação é silenciosa, mas profunda, e está redesenhando o mercado imobiliário brasileiro.
O perigo da desconexão geracional
O verdadeiro problema está na desconexão. A maioria dos líderes, incorporadores e corretores nasceu antes de 1990 e ainda pensa com a mentalidade do século XX. Muitos resistem em se atualizar e, por isso, correm o risco de ver seus empreendimentos com cada vez menos procura.
Mais do que bons projetos, o mercado precisa de alinhamento geracional: novas linguagens, estética moderna, comunicação digital e experiências personalizadas. Hoje estamos mais próximos de 2050 do que de 2000. Quem insistir em modelos antigos de venda corre o risco de ficar para trás.
Para se ter uma ideia, a Geração Z já influencia mercados inteiros — da moda à tecnologia, passando por bebidas e moradia. O custo para eles “deixarem sua incorporadora de lado”? Nenhum. Basta um clique.
Como evitar o apagão na demanda imobiliária
- 1. Livre-se dos preconceitos. Encare a Geração Z como parceira de evolução, não como desafio.
- 2. Entenda seus hábitos. Muitos começam alugando ou investindo em studios — a porta de entrada para compras futuras.
- 3. Foque nos studios. Eles representam cerca de 50% da preferência dos jovens compradores (Fonte: Datastore, 2024).
- 4. Atualize sua empresa. Tenha cerca de 20% dos colaboradores pertencentes a essa geração. Isso cria conexão real e insights valiosos.
- 5. Reposicione sua comunicação. Entre 2026 e 2032, será essencial adaptar o design, o tom e a linguagem para dialogar com o público Z.
- 6. Valorize sucessores jovens. Traga-os para dentro dos processos e aprenda com eles — essa troca é o futuro.
- 7. Planeje a transição. Acompanhe conteúdos do Futurologista do Morar e implemente mudanças graduais.
Em suma, o futuro do setor imobiliário dependerá da capacidade de conectar gerações e se adaptar rapidamente. Compreender a Geração Z é o primeiro passo para evitar o apagão na demanda imobiliária nas próximas décadas.
Quer saber tudo sobre as novas demandas e tendências dos públicos imobiliários? Acompanhe o Futurologista do Morar e a Datastore nas redes sociais.
Marcus Araujo é bacharel em estatística, escritor best-seller com quase 200 mil livros em circulação, pensador e futurologista do morar. Fundador da Datastore com 1 trilhão de reais em VGV imobiliário pesquisados entre 1994 e 2024. Nos últimos anos esteve em escolas com mais de 25.000 crianças de todo o Brasil conversando sobre moradia através de seus livros infantis.
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A Homeofficerização da vida
A Homeofficerização da vida não trata apenas do ato de trabalhar em casa. Ela descreve um novo estilo de vida, impulsionado pela pandemia e pelos novos públicos. Hoje, as residências concentram tarefas, relações e rotinas. Assim, o imóvel vira a base de trabalho, estudo, lazer, descanso e convivência.
O que muda no cotidiano
Antes, o lar era cenário da vida pessoal e o trabalho ficava fora de casa. Agora, a casa tornou-se o centro nervoso das atividades humanas. Por isso, a A Homeofficerização da vida pede ambientes versáteis, silêncio quando necessário e conexão estável. Além disso, cresce a demanda por ergonomia, organização e áreas que alternam foco e descanso.
Importante: isso não significa que todo imóvel precise de um cômodo exclusivo para escritório. Essa exigência é mais comum entre quem já mantinha salas dedicadas ao trabalho. Para os mais jovens — como os millenials e a geração Z — o “home office” acontece no notebook, no smartphone, na mesa da sala ou na varanda. Nesse sentido, basta uma tomada, uma tela e boa internet. Veja também A Geração Z e os Imóveis.
Impactos no produto imobiliário
Na prática, plantas flexíveis ganham valor. Bancadas que viram estação de trabalho, varandas com iluminação adequada e nichos acústicos resolvem o dia a dia. Portanto, soluções simples — iluminação natural, ventilação cruzada e mobiliário modular — criam conforto com baixo custo. Consequentemente, cresce o interesse por tipologias eficientes. Entenda o papel das metragens em O que é compacto e o que é compactação?
Além disso, o condomínio acompanha a tendência. Espaços de coworking, salas de reunião e cabines de chamada reduzem ruído em casa. Ao mesmo tempo, a comunicação do produto precisa destacar economia real e funcionalidades. Para dados e tendências do setor, consulte a Datastore, referência em inteligência do mercado imobiliário.
Comportamentos e novas prioridades
A Homeofficerização da vida reforça hábitos digitais, rotinas híbridas e convivência com pets. Desse modo, áreas comuns pet-friendly e percursos de passeio fazem diferença para o morador. Aprofunde esse ponto em Os Pets e as nossas casas. Por fim, temas de eficiência e bem-estar conectam o morador à pauta ambiental; leia também Sustentabilidade e o Consumidor de Imóveis.
Em resumo, o lar virou plataforma de vida. Quem projeta, compra ou administra imóveis precisa considerar foco, descanso e socialização no mesmo endereço. A Homeofficerização da vida veio para ficar e redefine expectativas sobre ergonomia, silêncio, luz e conectividade — dentro e fora do apartamento.
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A Era das Assinaturas
A Era das Assinaturas chegou e está transformando a forma de consumir produtos e serviços. Antigamente, assinatura lembrava papel, caneta e rubrica. Hoje, o conceito evoluiu para algo maior: acesso contínuo a bens e experiências sob demanda. Assim, o valor migrou do objeto para o uso.
Da assinatura no papel à assinatura digital
Durante décadas, apenas chefes de família assinavam jornais, revistas e TV a cabo. Eles escolhiam os conteúdos. Com o tempo, a internet barateou e democratizou o acesso. Por isso, cada pessoa da casa passou a decidir o que quer consumir.
O avanço da tecnologia ampliou o cardápio: música, vídeo, jogos, cursos, softwares e até roupas. Jovens da Geração Z destinam parte da mesada a apps como Spotify e Netflix. Além disso, a personalização e os preços baixos reforçam a adesão — como o plano de três telas da Amazon Prime Video por R$ 14,90 mensais. Desse modo, a assinatura virou hábito cotidiano.
O impacto das assinaturas no consumo
Na prática, o modelo por assinatura traduz uma mudança cultural. O foco sai da posse e vai para o uso. Em outras palavras, o valor está em usufruir e não em acumular. Consequentemente, o consumidor paga apenas pelo tempo e pelo serviço que precisa.
Esse conceito alcançou o mercado imobiliário. Hoje, dá para alugar um imóvel por períodos flexíveis — dias, meses ou anos — via aplicativo, pagando apenas pelo uso. Portanto, é quase uma “assinatura de moradia”. Essa tendência conversa com a Homeofficerização da vida e com a busca por espaços adaptáveis.
Do entretenimento aos imóveis: a assinatura de tudo
Além do lazer, as assinaturas avançam em moda, mobilidade e dados. Por exemplo, clubes de roupas, bicicletas elétricas por uso e planos de informação setorial. Segundo a Datastore, referência em pesquisas de mercado, o consumidor moderno busca conveniência e previsibilidade. Logo, ele paga para não se preocupar.
Em consequência, o morar também muda. Com menos posse e mais experiências, cresce o interesse por imóveis compactos e serviços sob demanda. Assim, projetos priorizam eficiência, integração e flexibilidade. Leia também O que é compacto e o que é compactação? para entender o papel das metragens.
O futuro sob demanda
A Era das Assinaturas marca a maturidade do consumo inteligente. O usuário não quer excessos; quer liberdade. Portanto, empresas precisam adaptar modelos de negócio, comunicação e entrega de valor. Por fim, quem oferece serviço recorrente, personalizado e transparente conquista fidelidade — e protagoniza o novo mercado.
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O que é compacto e o que é compactação?
O que é compacto e o que é compactação explica dois conceitos muito próximos, mas diferentes. Compactação é um termo criado por Marcus Araujo no livro Meu Imóvel, Meu Mundo. Em resumo, trata-se do ato de reduzir a metragem de uma casa, como quando alguém sai de 400m² para 300m².
O que é compactação?
A compactação ocorre quando o morador decide que o espaço atual não faz mais sentido para o seu estilo de vida. Por isso, ele busca um imóvel menor, mais prático e coerente com o novo momento. Na prática, a redução mínima é de 50m², e o objetivo é simplificar o dia a dia, não economizar dinheiro.
Esse fenômeno cresce em todo o Brasil e tem origem no comportamento do consumidor moderno. Além disso, ele se relaciona à homeofficerização da vida e ao aumento da conectividade, que tornam o lar o centro das atividades pessoais e profissionais.
O que é um imóvel compacto?
O compacto é diferente: ele já nasce planejado para ter metragem menor. Ou seja, é uma característica do imóvel, não uma escolha posterior do morador. Por exemplo, apartamentos entre 26m² e 40m² e casas entre 55m² e 90m² entram nessa categoria.
Já a compactação é uma ação: quem morava em 360m² e se muda para 200m² está “compactando” sua vida. Enquanto isso, quem compra um imóvel que já nasce pequeno está apenas escolhendo um projeto compacto. Assim, os dois conceitos se complementam, mas partem de pontos diferentes.
Por que a compactação cresce?
A compactação não tem ligação com perda de poder aquisitivo. Pelo contrário, reflete um desejo por mais funcionalidade e menos desperdício. Além disso, com famílias menores — como mostra A Geração Z e os Imóveis —, há menos necessidade de grandes espaços e mais interesse em áreas inteligentes e sustentáveis.
Segundo dados da Datastore, o valor agregado de metragens menores é, muitas vezes, superior. Portanto, o imóvel compacto é eficiente e valorizado, e a compactação se torna uma escolha consciente. Consequentemente, cresce o apelo por projetos sustentáveis e bem planejados.
O futuro dos imóveis menores
No cenário atual, morar bem significa otimizar o espaço e simplificar a rotina. Portanto, a compactação representa um novo modo de viver, guiado pela praticidade e pela consciência. Em resumo, o imóvel compacto é um produto. Já a compactação, uma decisão de vida.
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